• Pr. Adelcio Ferreira

Céu ou Inferno! Qual a sua escolha? Parte 1


Introdução:

Inferno é um conceito presente em diferentes religiões, mitologias e filosofias, representando a morada dos mortos indistintamente, segundo alguns, ou o lugar de condenação e grande sofrimento das pessoas que rejeitam a Deus e a seu Cristo, segundo nós cristãos.

No Cristianismo existem diversas concepções a respeito do inferno, correspondentes às diferentes correntes cristãs. A ideia de que o inferno é um lugar de condenação eterna, tal como se crê nas igrejas cristãs históricas conservadoras (não liberais), nem sempre foi e ainda não é consenso entre todos os grupos cristãos.

Deve-se notar que na Bíblia parece, sim, haver a distinção entre hades (infernus) e geena ("lago de fogo"), pois o primeiro é temporário/passageiro e o último é o lugar de condenação eterna (Apocalipse 20.14). Essa ideia de inferno como sendo o reino do Diabo foi popularizada e ensinada erroneamente. O diabo não está no inferno. Isso e o que aprenderemos no sermão de domingo. LER: Apocalipse 20.10, 13-15

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Teoria empírica / do mundo comum:

O Tártaro (em grego), no Latim Tartarum / Infernus, na mitologia grega, é personificado por um dos deuses primordiais, nascidos a partir do Caos (apesar de alguns autores o considerarem irmão de Caos).

Assim como Gaia é a personificação da Terra e Urano a personificação do Céu, Tártaro é a personificação do Mundo Inferior. Nele estão as cavernas e grutas mais profundas e os cantos mais terríveis do reino de Hades, o mundo dos mortos, para onde todos os inimigos do Olimpo são enviados e onde são castigados por seus crimes.

A Segunda Carta do apóstolo Pedro faz referência a esta tradição latina, chamando Tártaro também ao castigo dos anjos caídos (II Pedro, 2:4):

Em realidade, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, precipitados no tártaro, ele os entregou às cadeias das trevas para serem atormentados e reservados até ao juízo…"

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Termos e Traduções nas Bíblias Judaica e Cristã Hebraico "sheol" A Bíblia Hebraica usa o termo sheol (65 vezes) para se referir ao submundo dos mortos retratado como um profundo e escuro abismo. Na Bíblia o termo está estritamente relacionado a abismo e sepultura. "De acordo com o pensamento dos israelitas antigos, se tratava de um abismo escuro e silencioso situado nas profundezas da terra, para onde todas as pessoas iam depois da morte. No Antigo Testamento o termo Sheol aparece 65 vezes e é traduzida de formas diferentes, como por exemplo: Inferno: (Deuteronômio 32:22) / Sepultura: (Gênesis 37:35) / Pó: (Salmos 9:17). Para utilizar-se precisamos estar atentos o contexto.

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Já no novo testamento não aparece sheol, pois esse foi escrito em grego. Grego "hades"

Seguindo a tradição da Septuaginta (LXX), os cristãos, ao produzirem o chamado Novo Testamento Grego, usaram a palavra hades para se referir ao submundo dos mortos, principalmente quando citavam a Bíblia Hebraica ou Antigo Testamento para traduzir a palavra sheol.

Pode ser considerado como o lugar onde os mortos aguardam o Juízo final. Hades aparece 10 vezes no NT em: Mateus 11:23; 16:18; Lucas 16:23; Atos 2: 27,31; Apocalipse 1:18; 6:8; 20:13,14 (I Cor. 15:55).

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O termo geena é a forma grega do hebraico ge-hinom, que quer dizer Vale de Hinom. Era o nome dado a uma erosão profunda do solo ao sudoeste de Jerusalém, entre a estrada que vai para Belém e a que vai para o Mar Morto. Nesse local, originalmente, sacrifícios humanos eram realizados na época dos amonitas ao deus Moloque (ou Moloch) como se lê em 2Reis 23.10. Posteriormente, no período israelita, tornou-se uma espécie de lixão da cidade de Jerusalém, que era mantido frequentemente em chamas devido ao material orgânico que ali era lançado. Este termo foi usado por Jesus como alegoria para o lugar de castigo, de tormento e punição eterna. Ocorre 12 vezes no Novo Testamento (Mateus 5:22,29,30; 10:28; 18:9; 23:15,33; Marcos 9:43,45,47; Lucas 12:5; Tiago 3:6). É importante observar que Jesus, ao se referir à geena em Marcos 9.47- 48, usou uma linguagem, descrevendo-a como um lugar onde "o verme nunca morre".

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Deus abençoe sua vida

Pr. Adélcio Ferreira - IBPMG

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