• Pr. Adelcio Ferreira

Quem é o cavaleiro do cavalo branco em apocalipse 6.2


O cavalo branco do apocalipse 6.2 .

Introdução ao tema.

Cavalo branco na bíblia pode representar o militarismo triunfante, vitória, santidade. A identidade do cavalo branco e de seu cavaleiro tem sido objeto de muita discussão.

- Para alguns, este cavaleiro descreve a humanidade em sua perfeição.

- Outros dizem que o cavaleiro representa as blasfêmias filosóficas dos últimos dias.

- Existe também visões escatológicas que apresentam este cavalo e seu cavaleiro como a presença espiritual do demônio.

- E há que diga e acredita que ele simboliza as histórias sangrentas vitoriosas do rei da França,

- Outros não dizem que é o Anticristo, mas alguém poderoso que abre as portas para o anticristo.

- Também existe a colocação de que seja o evangelho que foi vitorioso até o presente momento, outros dizem que é a igreja.

E por fim diante das que conheço a maior parte conhece esse cavalo branco e seus cavaleiro como sendo Cristo, é isso é o que desejo dizer hoje aqui aos irmãos, que não é Cristo.

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Primeiro: Apocalipse 6 é muito diferente, retrata julgamento e destruição no período da tribulação. Começa com conquista violenta (Vs. 1-2), continua com derramamento de sangue, fome, morte e martírio (Vs. 3-11) e conclui com convulsões terrestres e celestiais (Vs. 12-17). Estas diferenças entre os dois relatos tornam a identificação do primeiro cavaleiro com o Messias improvável. Mas, podemos aqui dizer que esse cavaleiro trará uma falsa paz e pode ser identificado como o anticristo.

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Segundo: é verdade que o Salmo 45, 6-7 é messiânico e refere-se à promessa de um trono eterno para a casa de Davi (2Sm 7,16), que será cumprida em Jesus Cristo, quando ele voltar para reinar para sempre.

Porém eu acredito que essa profecia está mais relacionada com Ap 19-20, que afirma que Cristo vai retornar vitoriosamente para a terra, a fim de destruir seus inimigos, formar seu reino e reinar como o rei messiânico por mil anos (20. 6).13.

Esta consideração que muitos se utilizam dela para dar credito ao cavaleiro de apocalipse 6 ser Cristo, no entanto, não dá apoio à interpretação de que o primeiro cavaleiro em Ap 6 seja Cristo. Pelo contrário, argumenta contra ela, porque os cavaleiros de Ap 6 e 19 são diferentes.

Primeiramente, a ideia principal em 6,2 é de conquista (saiu vitorioso e para vencer), enquanto em apocalipse 19.11-16 é de retribuição justa.

E mais, o cavaleiro em 6,2 é anônimo e representado como cavalgando sozinho. Já em 19,11 ele tem um nome, chama-se Fiel e Verdadeiro, e é seguido por um exército do céu em cavalos brancos (19.14).

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Terceiro: o cavaleiro em 6,2 carrega um arco, enquanto em 19.11 tem uma espada afiada saindo de sua boca (Vs.15). Eu assisti um vídeo onde o autor do vídeo disse que Jesus traz uma espada na mão. A ideia seria de Jesus vir para lutar com anticristo, e não meus amados. Jesus o destruíra com um sopro. Por isso a espada sai da boca do cavaleiro. Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus destruirá com o sopro de sua boca e pela manifestação de sua vinda. 2Tessalonicensses 2.8

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Quarto: o cavaleiro em 6.2 usa uma coroa (Stéphanos), Apocalipse 13.1 também: Então, observei que emergiu do mar uma Besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez coroas, e, em cada cabeça, um nome de blasfêmia!

Stefhamos = Desde agora, a coroa da justiça me está reservada... 2 Timóteo 4:8

Enquanto em 19.12 usa muitos diademas (diadématas) em majestade suprema, símbolo de Rei, Autoridade e supremacia.

Diadema é uma palavra grega e significa uma coroa real. Seu significado simboliza a soberana autoridade de Jesus sobre todas as nações como Reis dos reis. Pelo fato da palavra ser um substantivo masculino o correto é chamar, O Diadema.

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Quinto: o cavaleiro em 6,2 é seguido por outros cavaleiros que trazem guerra, fome e morte (Vs. 4.6.8), o que não acontece em Apocalipse 19.11. Sua vinda a terra trará o fim do período de tribulações e um milênio de liberdade, conduzindo a um Estado Eterno (Vs.21-22).

É verdade que a ideia do trono e do Cristo vitorioso está presente tanto no Sl 45 quanto em Ap 5 e a descrição dos cavaleiros é similar no Sl 45 e Ap 6.

Mas estes fatos ainda não provam que o primeiro cavaleiro em Ap 6 seja o Cristo. Por quê? Por que é difícil conceber Cristo vindo em resposta ao chamado de um dos quatro Seres Viventes, uma vez que Ele recebe seu louvor e não convocação para o que quer que seja (Apoc. 5.8).

O paralelismo com os outros três cavalos, que são instrumentos de destruição, torna a identificação do primeiro cavaleiro com o Cristo improvável. Cristo abre o selo no céu para que este cavaleiro receba a permissão de cavalgar na terra. Isto nega a possibilidade dele também ser o cavaleiro revelado pelo rompimento do selo.

A respeito destes argumentos ou destas objeções, encontramos ainda mais problemas. Uma dificuldade com o primeiro argumento é de que o branco não precisa sempre representar o sagrado, o divino. O cavalo branco pode simplesmente sugerir liderança, já que os líderes militares da antiguidade algumas vezes montavam cavalos brancos. O segundo argumento é inconclusivo, porque coroa no Apocalipse é vista tanto no Reino de Cristo como também de seus antagonistas (9,7-8; 12,3; 13,1). Enquanto é verdade que a vitória normalmente caracteriza o Cristo (3,21; 5,5; 17,14) e seus seguidores (2,7; 11), isto não determina a identidade do cavaleiro de apocalipse6.2, já que (vencer = nikau) no Apocalipse é usado para o anticristo também (11.7; 13.7).


Então, é um tanto estranho quebrar a unidade dos selos em Ap 6,1-8 e incluir o Cristo nos demais, que são de juízo, e imaginar que aquele que rompe os selos é o mesmo que aparece montado no primeiro deles. Não basta a cor branca para a identificação, porque à Besta também se dá poder para vencer (11,7;13,7).


Não estaria o autor tentado nos insinuar um paralelo com o verdadeiro vencedor e juiz da história que surgirá no cap. 19. Até este momento é possível haver outros vencedores, mas a vitória no capítulo 19 é do Cristo. E em apocalipse 6.2 é o Anticristo. Deus abençoe.


Pr. Adélcio Ferreira - IBPMG

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